Alguns líderes europeus e a imprensa ficam atiçando o conflito Israel -Palestina afirmando que esperam reações à declaração de Trump, que em 6 de dezembro reconheceu Jerusalém como a capital de Israel; justificando (e dessa forma também incentivando) que atentados e retaliações aconteçam contra Israel. O que Trump fez foi aplicar a votação de 1995 do Congresso e a ratificação do Senado americanos sobre o assunto, algo que vinha sendo adiado em nome de uma paz e de um acordo que não chegam. Quanto aos israelenses, não houve uma comemoração pública sequer, além da declaração oficial do primeiro-ministro Nathanyahu que disse ser um momento histórico muito importante para Israel, e declarações de alguns políticos para a tv e o rádio. No mais, a vida aqui continua seu curso, Jerusalém continua sendo a capital, reconhecida ou não, e ninguém tem interesse em mexer na ferida dos outros com comemorações infrutíferas. Li vários artigos da imprensa brasileira até bem explicados, mas em todos, quando dizem que Israel ocupou Jerusalém Oriental - à época parte da Jordânia - não mencionam que essa Guerra de Seis Dias em 1967 foi declarada pelos próprios árabes (Egito, Síria e Jordânia apoiados por seus vizinhos), que achavam que destruiriam Israel em dois tempos; deixando parecer que Israel abriu guerra para conquistar Jerusalém. E o que aconteceu foi que Israel reagiu ao ataque de seus vizinhos, expulsando-os e ocupando espaços que lhe garantisse fronteiras naturais mais seguras, como a penísula do deserto de Sinai (do Egito), as montanhas do Golan (da Síria) e a Cisjordânia (da Jordânia). Também não lembram que enquanto Jerusalém esteve sob a soberania dos islâmicos até 1967, nem judeus nem cristãos podiam peregrinar livremente pelos lugares sagrados para as 3 religiões, e que hoje cada povo tem acesso garantido pelo Estado de visitar e de rezar em lugares sagrados. Os artigos também não lembram, que no acordo de paz com o Egito, Israel devolveu o Sinai; que no acordo com a Jordânia, a Jordânia não quis ficar com a Cisjordânia e assinou acordo de paz ciente de que Jerusalém era a capital de Israel. Tanto é que até hoje, a Jordânia que responde pelos lugares sagrados islâmicos em Jerusalém e não a Autoridade Palestina. Na linha da Síria, Assad pai nem o filho demonstraram interesse em reconhecer o Estado judeu e assinar acordo de paz, portanto o Golan continua sob a jurisdição de Israel. Gaza, Israel entregou à Autoridade Palestina simplesmente saindo de lá; e o Hamas tomou conta em guerra sangrenta contra a Autoridade Palestina; hoje costuram um acordo de paz, mas são dois estados (um do Hamas e outro do Fatah) separados dentro da barriga de Israel. Também não têm interesse em contar que até 1917, toda essa região pertencia ao Império Turco e não havia A Palestina, e depois da I Guerra a região foi divida nos atuais países e reinos, ficando a Inglaterra com essa região. Haviam tribos regionais. Foi Arafat que criou o movimento para a união nacional da Palestina, liderado pelo grupo Fatah que hoje está no poder tendo como lider Abu Mazen. Também não dizem que dos 8 milhões de israelenses, 2 milhões são minorias árabes de diferentes matizes como drusos, cristãos e islâmicos que têm identidade israelense e direto de voto para eleger seus representantes ao parlamento. Enfim, parece que a política da imprensa é sempre compreender e justificar que os palestinos estão no direito de cometer atentados e retaliar o país enquanto não chegam a um acordo de paz.
Texto de Raquel Teles Yehezkel. Publicado em primeira mão no Facebook, em 8 de dezembro de 2017, às 16h07.
domingo, 10 de dezembro de 2017
sábado, 9 de dezembro de 2017
Batalha de Jerusalém: sobre a tomada de Jerusalém aos turcos em 1917
Batalha de Jerusalém: sobre a tomada de Jerusalém aos turcos em 1917.
A Palestina pertenceu ao Império Otomano da Turquia por centenas de anos, cerca de cinco séculos, até o fim da I Grande Guerra, quando esse império entrou em declínio por causa das lutas nacionalistas em diversas regiões do Império; e tendo a Turquia apoiado a Alemanha para lutar contra os russos na região da Crimeia, perdeu a Palestina para os britânicos em 1917. Desde então, 1917, a Inglaterra assinou a Declaração de Balfour: intenção de construir aqui um "Lugar Nacional para os Judeus". Que desde os pogroms na Rússia e depois da ascenção de Hiler ao poder em 1933 passaram a chegar à região em grande número. O censo regional realizado em 1922 mostra então uma população de 750 mil habitantes, sendo a grande maioria de multietnias árabes de fé islâmicas (entre eles 100 mil beduínos no Sul na região de Beer Sheva), como também que 11% dessa população já era de judeus, e havia uma minoria de drusos, egipcios, sírios, gregos, caucásticos e árabes da região da Arábia. O general inglês Allenby, na I Guerra tomou a região aos turcos, e ela foi dividida nos distritos de: Acre, Galileia, Gaza, Haifa, Lydda e Samaria; e a Transjordânia (que englobava Jerusalém antiga e sua parte oriental e que tornou-se reino da Jordânia por concessão britânica em 1946, no final da II Guerra) designando o inglês judeu Herbert Samuel como o primeiro governador do mandato britânico. Claro, os árabes da região nunca aceitaram o mandato britânico e muito menos o "Lugar Nacional dos Judeus" já mencionado na Declaração de Balfour em 1917. A maioria deles nem pretendem reconhecer nunca. Israel sobrevive à revelia de seus milhões de vizinhos árabes no Oriente Médio.
Texto de Raquel Teles Yehezkel. Publicado em primeira mão no Facebook em 9 de dezembro de 2017.
Referências:
Wikipédia: Batalha de Jerusalém 1917
perseo.sabuco.com/historia.mantatobritanico.pdf
A Palestina pertenceu ao Império Otomano da Turquia por centenas de anos, cerca de cinco séculos, até o fim da I Grande Guerra, quando esse império entrou em declínio por causa das lutas nacionalistas em diversas regiões do Império; e tendo a Turquia apoiado a Alemanha para lutar contra os russos na região da Crimeia, perdeu a Palestina para os britânicos em 1917. Desde então, 1917, a Inglaterra assinou a Declaração de Balfour: intenção de construir aqui um "Lugar Nacional para os Judeus". Que desde os pogroms na Rússia e depois da ascenção de Hiler ao poder em 1933 passaram a chegar à região em grande número. O censo regional realizado em 1922 mostra então uma população de 750 mil habitantes, sendo a grande maioria de multietnias árabes de fé islâmicas (entre eles 100 mil beduínos no Sul na região de Beer Sheva), como também que 11% dessa população já era de judeus, e havia uma minoria de drusos, egipcios, sírios, gregos, caucásticos e árabes da região da Arábia. O general inglês Allenby, na I Guerra tomou a região aos turcos, e ela foi dividida nos distritos de: Acre, Galileia, Gaza, Haifa, Lydda e Samaria; e a Transjordânia (que englobava Jerusalém antiga e sua parte oriental e que tornou-se reino da Jordânia por concessão britânica em 1946, no final da II Guerra) designando o inglês judeu Herbert Samuel como o primeiro governador do mandato britânico. Claro, os árabes da região nunca aceitaram o mandato britânico e muito menos o "Lugar Nacional dos Judeus" já mencionado na Declaração de Balfour em 1917. A maioria deles nem pretendem reconhecer nunca. Israel sobrevive à revelia de seus milhões de vizinhos árabes no Oriente Médio.
Texto de Raquel Teles Yehezkel. Publicado em primeira mão no Facebook em 9 de dezembro de 2017.
Referências:
Wikipédia: Batalha de Jerusalém 1917
perseo.sabuco.com/historia.mantatobritanico.pdf
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