sábado, 9 de dezembro de 2017

Batalha de Jerusalém: sobre a tomada de Jerusalém aos turcos em 1917

Batalha de Jerusalém: sobre a tomada de Jerusalém aos turcos em 1917.

A Palestina pertenceu ao Império Otomano da Turquia por centenas de anos, cerca de cinco séculos, até o fim da I Grande Guerra, quando esse império entrou em declínio por causa das lutas nacionalistas em diversas regiões do Império; e tendo a Turquia apoiado a Alemanha para lutar contra os russos na região da Crimeia, perdeu a Palestina para os britânicos em 1917. Desde então, 1917, a Inglaterra assinou a Declaração de Balfour: intenção de construir aqui um "Lugar Nacional para os Judeus". Que desde os pogroms na Rússia e depois da ascenção de Hiler ao poder em 1933 passaram a chegar à região em grande número. O censo regional realizado em 1922 mostra então uma população de 750 mil habitantes, sendo a grande maioria de multietnias árabes de fé islâmicas (entre eles 100 mil beduínos no Sul na região de Beer Sheva), como também que 11% dessa população já era de judeus, e havia uma minoria de drusos, egipcios, sírios, gregos, caucásticos e árabes da região da Arábia. O general inglês Allenby, na I Guerra tomou a região aos turcos, e ela foi dividida nos distritos de: Acre, Galileia, Gaza, Haifa, Lydda e Samaria; e a Transjordânia (que englobava Jerusalém antiga e sua parte oriental e que tornou-se reino da Jordânia por concessão britânica em 1946, no final da II Guerra) designando o inglês judeu Herbert Samuel como o primeiro governador do mandato britânico. Claro, os árabes da região nunca aceitaram o mandato britânico e muito menos o "Lugar Nacional dos Judeus" já mencionado na Declaração de Balfour em 1917. A maioria deles nem pretendem reconhecer nunca. Israel sobrevive à revelia de seus milhões de vizinhos árabes no Oriente Médio.

Texto de Raquel Teles Yehezkel. Publicado em primeira mão no Facebook em 9 de dezembro de 2017.

Referências:
Wikipédia: Batalha de Jerusalém 1917

perseo.sabuco.com/historia.mantatobritanico.pdf

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