sábado, 11 de janeiro de 2014

DR. SILVÉRIO COUTO



Não poderia deixar de registrar aqui para a nova geração, as lembranças singelas que guardo de nosso primo Dr. Silvério Couto, que faleceu ontem, 10 de janeiro de 2014, em Belo Horizonte.

Só para vocês entenderem bem sobre o que estou falando, Silvério é da linhagem dos Couto de Luz; família da vovó Olímpia, marcada por uma multidão de homens muito muito bonitos, inteligentes, bons e bem-humorados, como o pai dele, o tio Chiquinho, e o nosso querido tio Zizico (José Couto), para ficar em poucos exemplos.

O pai dele, tio Chiquinho, trabalhou com o tio Manoel, de abençoada memória, na Manoel Bernardes da Rua Espírito Santo com Tupis; era um tio carinhoso e atento a todo familiar que encontrasse. O irmão caçula dele, Francisco de Assis, assessora o Emidinho na Leitura Pátio Savassi; outro, o Élcio, foi secretário do Estado do Rio de Janeiro; o mais conhecido, Ronaldo, chefe da Casa Civil em Brasília; enfim, família de brilhantismo sem par.

Silvério foi um dos homens mais bonitos que conheci. Era também muito bom e gentil, como os Couto da família da mamãe sempre foram, e de onde herdamos um jeito caloroso de ser e o amor pela família. 

Era cruzeirense doente e levava os filhos dele em jogos importantes, claro, mas também em jogos sem nenhuma importância, como Cruzeiro e Caldense, Cruzeiro e Vila Nova. E assim, nos encontrávamos sempre nas cadeiras cativas, nas décadas de 70 e 80, quando acompanhávamos os primos Bernardes nas 8 cadeiras que o tio Manoel tinha no Mineirão Lá estava ele, o dr. Silvério, sempre sorridente, perguntava sobre a família, acompanhado dos filhos, também lindíssimos.

Quando pequenos, se ficávamos muito doentes e os tratamentos caseiros não resolviam, mamãe nos mandava ao consultório do primo Silvério, que era em frente ao nosso prédio, na rua Tupis, no edifício Borges da Costa. Íamos sozinhos, era só atravessar a rua, e ele nos atendia muito gentilmente. Era clínico geral à moda antiga, fazia perguntas detalhadas, sem pressa alguma, e eu, pequena, não entendia para que tantas perguntas que pareciam não ter nada a ver com a doença. Perguntava também sobre toda a família, se mamãe estava bem, se havia se adaptado à vida da cidade grande, se meus irmãos estavam indo bem nos estudos e na livraria... Não nos deixava sair sem um boletim completo, como o pai dele, se mostrava sempre muito interessado. E que fique bem claro, sabendo das dificuldades da mamãe com a meninada em casa, nunca cobrava por essas consultas e o tempo perdido com elas.

Enfim, são essas as singelas lembranças que guardo com carinho desse nosso parente que se foi. E sendo apenas isso, guardo-as com zelo e saudades, com o sentimento positivo de ter sido contemporânea e conhecido pessoalmente esse primo, que, além de tudo, foi um ser humano muito bom em sua passagem pela Terra. Que os anjos o recebam no Céu e que possa agora estar, com toda as honras que merece, na companhia do Senhor, rei do Universo.

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