Casal israelense arrecada fundos com internautas para realizar o sonho de comprar casa própria na Galileia.
A internet israelense e os meios de
comunicação estão agitados com o mais novo furo na rede. Linoy e Ohad Rotem, um
casal de classe média como muitos outros que acalentam o sonho de sair do
aluguel para a casa própria, arranjaram um modo criativo de conseguir
financiamento sem recorrer aos juros bancários. Abriram uma página em um site israelense, o Headstar
(http://www.headstart.co.il/project.aspx?id=538), que arrecada fundos para
projetos criativos através da internet, e prometeram devolver todo o montante em
doações para comunidade. A iniciativa repercutiu de forma positiva na imprensa,
que em véspera de eleições, busca assuntos de interesse social.
Ao som do megasucesso de Dani Bassan,
compositor israelense, filho de brasileiro: “Qual foi a última vez que você fez
algo para aluguém?”, Linoy e Ohad Rotem, pais de dois filhos pequenos, pedem aos
internautas para ajudá-los a realizar o sonho de comprar uma casa na região da
Galiléia. Explicam em uma apresentação resumida e bem feita que ambos
trabalham, ela é professora e ele tem uma pequena loja de animais, e mesmo
assim o dinheiro mal dá para finalizar o mês, e que todo pai deseja um lar
estável para os filhos, que a casa que querem construir custa 1 milhão de
shekels (aproximadamente meio milhão de reais), mas com empréstimo bancário, ao
fim de anos, pagarão o dobro disto, que é o lucro do banco, e perguntam:
“Devemos abrir mão de realizar o sonho de ter nossa própria casa? Para isso
precisamos da sua ajuda! Nós devolveremos todo o montante em doações para ONGs
e associações em prestações mensais fixas. O que você ganha com isto? Primeiro,
o sensação imediata de que ajudou uma família jovem realizar o sonho dela. E
segundo, não menos importante, todos juntos conseguiremos 1 milhão que será
doado e ajudará a muitas outras pessoas. E vocês, doadores, poderão decidir, a
cada mês, para onde vai o dinheiro.”
A ideia de buscar recursos junto a
desconhecidos pode parecer a princípio inviável, mas em 5 dias, 62 pessoas já
fizeram doações entre 100 shekels a 10mil, formando um montante de 57.400
shekels. Conforme as regras do site, o projeto tem um número especificado de
dias para atingir seu objetivo, neste caso, faltam 41 dias para expirar. Caso
não consiga atingir 1 milhão neste período, os doadores não serão cobrados.
A pergunta que fica é por que razão as
pessoas contribuem em projetos de quem nem conhecem? Além de muitos se
indentificarem de alguma forma com as dificuldades do casal, eles explicam na
página do projeto que em vez de dar dinheiro aos bancos vão devolver
mensalmente 3 mil shekels em doações aos necessitados, e este argumento e a
identificação com os problemas do casal parecem ser suficientes para
sensibilizar e levar ao ato de abrir um cadastro e fazer a doação. É uma forma
de fazer o bem, de contribuir para uma sociedade mais justa, de mostrar a
insatisfação com o status quo e de crer que o mundo pode ser melhor se
cada um contribuir com pouco. Boa sorte
à família Rotem!
Outubro de 2012
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