domingo, 7 de julho de 2013

MÍSSEL GRAD 122 É LANÇADO CONTRA O SUL DE ISRAEL



A ordem de lançar o míssel que explodiu na madrugada de sexta-feira foi dada pelo Hamas a pedido da Irmandade Muçulmana do Egito. 

O míssel Grad 122 que caiu ao norte de Eilat, sul de Israel, foi lançado da Penísula do Sinai possivelmente por uma unidade de beduínos, segundo informações de oficiais de segurança israelenses.

As autoridades alegam que o Hamas respondeu à solicitação da Irmandade Mulçumana que queria chamar a atenção do eleitor à véspera do segundo turno das eleições presidenciais no Egito.  Até então, os líderes da Irmandade Muçulmana vinham apresentando uma postura moderada em relação a Israel em conversas com a comunidade internacional, reeiterada pelo candidato a presidente Mohamed Morsi que diz não ter intenção de anular os acordos de paz entre os dois países. Em fórum mais reservado, como na reunião em El-Mahalla El-Kubra, no início de maio, os líderes da Irmandade afirmaram, na presença de Morsi, que o candidato ia libertar Jerusalém e que o sonho da Irmandade é a criação das “Nações Árabes Unidas”, com Jerusalém como sua capital. "Nossa capital não será Meca ou Medina, mas Jerusalém, milhões de fiéis marcharão sobre a cidade. O mundo inteiro deve saber - e dizemos isso claramente - o nosso objetivo é Jerusalém, vamos orar em Jerusalém, e se não - vamos morrer como mártires em suas ruínas ", disse Sifwat Hijazi, principal orador da reunião.

Morsi é considerado favorito nas eleições que terminaram ontem. A Irmandade Muçulmana controla 49 por cento dos assentos no parlamento egípcio. Se Morsi for eleito, espera-se uma disputa de forças entre o Conselho Militar e a Irmandade Mulçumana, pois ainda não está definido o alcance dos poderes do novo presidente, nem se sabe se ele será o comandante supremo das Forças Armadas como era o ex-presidente ditador Mubarak.

Em Abril três foguetes Grad foram lançados no entorno de Eilat; em agosto de 2010, cinco, causando a morte de um cidadão jordaniano. Autoridades israelenses têm expressado temor em relação à Península do Sinai ter se tornado campo para experiências de grupos terroristas islâmicos como o Hamas e rota de contrabando de armas da Líbia e do Sudão para a Faixa de Gaza – um desafio para a segurança de Israel que não pode agir nessa área.
Tel Aviv setembro de 2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário